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Fisioterapia pélvica para menopausa e ressecamento em São Paulo

Na menopausa, a queda dos hormônios deixa a região íntima mais seca, mais fina e com músculos mais fracos. Chegar nessa fase não quer dizer que você vai ter problema, mas pede mais cuidado, e a fisioterapia pélvica faz parte dele.

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  • Nota 5,0 em 250 avaliações no Doctoralia
Assista: o Dr. Gustavo explicaComo melhorar a lubrificação íntima

O que muda na região íntima com a menopausa

Na menopausa, os ovários param de produzir estrogênio. Esse hormônio cuida da vulva, da vagina, da uretra, da bexiga e também dos músculos do assoalho pélvico, o chão da pelve. Sem ele, a pele fica mais fina e seca, a circulação na região diminui e a musculatura perde força.

Esse conjunto de mudanças tem nome: síndrome geniturinária da menopausa, que antes se chamava atrofia vaginal. Ela aparece como ressecamento, ardência, queimação ao urinar que parece infecção e não é, vontade urgente de ir ao banheiro, dor na relação e escape de urina.

Uma coisa puxa a outra. Com pouca lubrificação, a relação dói, a pele pode fissurar e a musculatura trava para se defender. A dor tira a vontade, e menos relação significa menos circulação na região. A fisioterapia pélvica entra para quebrar esse ciclo, junto com o acompanhamento do seu ginecologista.

Quando buscar avaliação

Se algum destes acontece com você, vale uma avaliação. Não precisa de pedido médico.

  • Sinto a vagina seca o tempo todo, não só na relação.
  • Arde ou queima, e às vezes parece infecção urinária.
  • A relação passou a doer, ou não consigo mais ter penetração.
  • Minha médica disse que a pele da região ficou fina.
  • Comecei a perder urina ao tossir, espirrar ou fazer força.
  • Acordo várias vezes à noite para ir ao banheiro.
  • Fiquei um tempo sem relações e, quando voltei, doeu.

Como é o tratamento

O tratamento olha para os dois lados do problema: a pele e a mucosa, que ficaram secas e finas, e o músculo, que perdeu força ou ficou tenso. Por isso ele não se resume a um aparelho, nem a exercício de aperta e solta.

  1. Conversa e avaliaçãoVocê conta sua história, seus sintomas e o que já tentou. O exame físico só acontece com a sua permissão, é explicado antes, tem termo de consentimento e pode ficar para outro dia.
  2. Aliviar a dor primeiroSe a relação dói, contrair pode piorar, porque músculo tenso não é músculo forte. O trabalho começa por relaxar a musculatura e dar conforto à região.
  3. Cuidar do tecidoQuando há indicação, recursos como a radiofrequência e o laser de baixa intensidade estimulam a circulação e o colágeno da região. Eles complementam o trabalho com o músculo, não o substituem.
  4. Fortalecer o assoalhoCom a dor sob controle, os músculos são treinados para sustentar a bexiga, segurar a urina e voltar a funcionar bem.
  5. Hábitos do dia a diaVocê recebe orientação sobre hidratação íntima, uso de lubrificante, ingestão de água e exercícios para casa. Tratamento hormonal, quando indicado, é com o seu médico.

Quer saber se é o seu caso?

A primeira consulta é uma conversa, sem toque obrigatório e sem pedido médico.

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“A gente não pode pensar que só porque chegou nessa fase quer dizer que eu vou ficar ressecada e que eu vou ter problema. A gente só precisa tomar mais cuidado e se preocupar mais com isso.”
Dr. Gustavo Travassos, em vídeo no canal dele
“Não confundam, não é o laser íntimo, não é o laser de alta potência. Isso aqui é um laser de baixa intensidade.”
Dr. Gustavo Travassos, em vídeo no canal dele

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Ressecamento na menopausa é normal? Tenho que conviver com isso?

É comum, porque a queda do estrogênio afeta a vulva, a vagina e os músculos. Mas comum não quer dizer que você precise aceitar dor ou desconforto. Essa fase pede mais cuidado, e há o que fazer.

A pele da minha região íntima ficou mais fina. O que fazer?

O afinamento costuma vir da falta de estrogênio na menopausa, e também pode aparecer depois de radioterapia ou quimioterapia. Se ele vem com pouca lubrificação, ardência, fissuras ou dor na relação, é indicação de fisioterapia pélvica, junto com o acompanhamento do seu médico.

Radiofrequência ou laser resolvem sozinhos?

Não. São recursos de apoio, que cuidam do tecido, da circulação e da dor. Aparelho não trabalha músculo, e sintomas como a perda de urina sempre têm uma parte muscular. Por isso eles entram junto com o treino do assoalho pélvico, quando há indicação.

Preciso usar lubrificante mesmo sentindo que lubrifico?

Na menopausa, a orientação é usar gel lubrificante nas relações mesmo que você ache que está lubrificando bem, e cuidar da hidratação da região no dia a dia. Isso evita atrito e fissuras. Pomadas hormonais são prescritas pelo seu médico.

Comecei a perder urina na menopausa. Tem relação?

Pode ter. Os músculos do assoalho pélvico dependem do estrogênio e perdem força nessa fase, e é a musculatura que segura a urina. Perder xixi nunca é normal, mesmo que seja uma gotinha, e o treino do assoalho pélvico é a primeira escolha.

Preciso de pedido médico?

Não. A fisioterapia pélvica não precisa de pedido médico. Se você tiver exames ou relatórios, traga na consulta. O atendimento é particular e você recebe relatório para pedir reembolso ao seu plano.

Por que a menopausa enfraquece o assoalho pélvico?

Na menopausa há uma queda forte de estrogênio, hormônio importante para a massa muscular da mulher. A musculatura do assoalho pélvico depende dele e tende a ficar mais flácida, o que favorece ressecamento, dor na relação, perda de urina e queda de órgãos. Por isso vale fortalecê-la antes e durante essa fase.

Queda de bexiga ou de útero é comum na menopausa?

É mais comum do que se imagina, porque a queda do estrogênio e a perda de massa muscular com a idade reduzem a sustentação dos órgãos. Quanto antes você cuidar do assoalho pélvico, melhor. Se já sente peso ou uma bolinha no canal vaginal, procure uma avaliação.

Uso pomada hormonal para a atrofia vaginal. Só isso basta?

A pomada indicada pelo médico ajuda, mas sozinha costuma não bastar. A atrofia também tem um lado muscular, então vale hidratar a região, manter a atividade física e treinar a musculatura com um fisioterapeuta pélvico.

Posso usar óleo de coco na região íntima?

Para hidratar, pode. Ele não deve ser usado junto com preservativo, porque dissolve o látex. Hidratar é diferente de lubrificar: para a relação, o indicado é um gel lubrificante.

Dr. Gustavo Travassos

Quem atende: Dr. Gustavo Travassos

Fisioterapeuta pélvico formado em 2005. Por 15 anos cuidou do serviço de fisioterapia uroginecológica do Instituto de Urologia Santa Rita, em São Paulo. Hoje atende em consultório próprio na Vila Clementino e tem nota 5,0 em 250 avaliações de pacientes no Doctoralia. Conheça a trajetória

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