Não, você pode procurar o fisioterapeuta pélvico direto
Não, a fisioterapia pélvica não precisa de pedido médico. A fisioterapia é uma profissão independente da medicina, com formação própria, e o fisioterapeuta tem autonomia para avaliar você e decidir o tratamento. Se você percebeu que está perdendo xixi, sente dor na relação, tem intestino preso ou outra queixa da região pélvica, pode marcar a consulta diretamente.
O Dr. Gustavo costuma comparar com uma situação que todo mundo conhece. Quem torce o tornozelo sabe que provavelmente vai acabar na fisioterapia. Com os músculos da pelve é igual. A diferença é que pouca gente sabe que esses problemas também são tratados por um fisioterapeuta, e por isso muita gente acha que precisa de uma autorização antes.
Isso vale para homens e mulheres.
O fisioterapeuta faz o próprio diagnóstico
Na primeira consulta, o fisioterapeuta faz o diagnóstico da área dele. Os fisioterapeutas chamam isso de diagnóstico nosológico, ou diagnóstico fisioterapêutico. Ele avalia como estão os músculos, o movimento e a função da região. Não substitui o diagnóstico médico. São dois olhares diferentes sobre o mesmo corpo.
Para chegar a esse diagnóstico, a consulta começa com uma anamnese, que é uma conversa longa e detalhada sobre a sua queixa, a sua saúde, os remédios que você usa e a sua rotina. Depois vem a avaliação física, que só acontece com a sua permissão e pode ficar para outro dia. É ela que mostra como está o assoalho pélvico, o conjunto de músculos que fica na base da pelve, como o chão de uma casa.
Com essas informações, o Dr. Gustavo explica o que está acontecendo, usando modelos anatômicos, e monta o plano de cuidado.
“Muita gente não sabe, mas o fisioterapeuta tem autonomia pra fazer a nossa avaliação nosológica sem a necessidade de um encaminhamento médico.”Dr. Gustavo Travassos, em vídeo no canal
Quando o pedido médico faz diferença: plano e reembolso
O atendimento do Dr. Gustavo é particular. Se você vem particular, não precisa de pedido nem de exame anterior. O pedido médico entra em cena quando você quer usar o plano de saúde.
Muitos pacientes chegam com pedido médico porque pretendem pedir reembolso, e é comum o convênio exigir esse documento. Cada plano tem as suas regras, então o caminho mais seguro é ligar para o seu antes e perguntar o que ele pede para reembolsar uma sessão de fisioterapia.
Do lado do consultório, você recebe um relatório do atendimento para apresentar ao plano.
Às vezes o pedido médico já vem com um número de sessões e com recursos como biofeedback e eletroestimulação. Isso é uma indicação inicial. O plano de tratamento de verdade é montado depois da avaliação, de acordo com o que for encontrado no seu corpo.
Passar no médico continua sendo bem-vindo
Não precisar de pedido não significa dispensar o médico. Para o Dr. Gustavo, o ideal é que o paciente também tenha acompanhamento médico, porque o médico pode pedir exames que ajudam a entender e fechar o diagnóstico. Fisioterapeuta e médico caminham para o mesmo lugar, que é cuidar de você, cada um na sua área.
O caminho também vale no sentido contrário. Quando a avaliação mostra algo que está fora do alcance da fisioterapia, o fisioterapeuta encaminha ao médico. Alguns exemplos que ele cita:
- Uma bexiga muito baixa, já saindo para fora do corpo, que pede avaliação cirúrgica
- Suspeita de um problema neurológico, que precisa de um exame específico
- Tratamento que não responde como o esperado, quando é preciso investigar outra causa
- Sangue na urina, que pede consulta com o urologista sem demora
Quando procurar um fisioterapeuta pélvico
Saber até onde vai a própria área faz parte do cuidado, e muitas vezes o tratamento é em conjunto. Mesmo quando a cirurgia é o caminho, a fisioterapia costuma voltar depois, porque cirurgia não treina músculo. Se você tem alguma queixa na região pélvica, não precisa esperar um encaminhamento para buscar avaliação. Vale procurar quando:
Se você já tem um pedido médico ou exames, traga para a consulta, porque eles ajudam a montar o quadro completo. Se não tem, tudo bem. A primeira consulta começa com conversa, e a avaliação física só acontece quando você permitir.
- Você perde urina ao tossir, espirrar, rir ou fazer esforço
- Sente vontade urgente de urinar ou vai ao banheiro muitas vezes
- Tem dor na relação ou dificuldade na penetração
- Tem intestino preso ou escape de fezes ou gases
- Passou por parto, cirurgia de próstata ou outra cirurgia pélvica e sente que algo mudou



